Durante 50 anos, aproximadamente, D. Santa rezou as pessoas da localidade onde morava..
De acordo com a complexidade do problema a oração silenciosa durava até meia hora.
Ao final da reza ela dizia à pessoa o mal que a afligia, indicava chás, simpatias ou condutas que pudessem ajudá-la na cura da doença.
A todos que lá chegavam pela primeira vez gostava de esclarecer que não era espírita, que não era através do espiritismo que sua reza acontecia. Afirmava que dirigia sua prece diretamente a Jesus Cristo.
Morreu aos oitenta e sete anos. Não deixou herdeiros da sua sabedoria.
Deixou órfãos de sua bondade e prontidão. Suas palavras e rezas eram sementes lançadas aos corações dos homens. Sementes divinas que aliviavam as dores do corpo e da alma.
CIDADE DOS FESTIVAIS - Trailer
O primeiro trailer do primeiro doc.
Documentário conta a história dos primeiros festivais de cinema do Brasil realizados 3 meses após a ditadura militar em Teresópolis e conta com a participação de Walter Lima Jr, Jece Valadão, Fernanda Montenegro, Emiliano Queirós, Joana Fomm, entre outros.
Reminiscências - dos anos 20 aos anos 50 -
- Parece uma imagem roubada a um sonho?
(Agualuza - As mulheres de meu pai)
Quando li esta frase no intervalo da feitura do documentário Reminiscências enxerguei ali a sensação desses últimos dias mergulhados em imagens antigas de Teresópolis.
Nossas imagens foram roubadas do esquecimento. Foram roubadas dos armários escuros e poeirentos do tempo.
Visitar os antepassados. Passear por entre os Jardins da Várzea e espiar as relações políticas de outrora. Assistir ao desenvolvimento da década de 50, o ?período progressista? da cidade... A construção da rodovia: capítulo à parte da Serra.
Misturamos ao passado imagens roubadas do real: relatos. Através deles momentos imantados de lembranças, carregados de silêncio e imagens vieram à tona no espelho do tempo.
Dr. Otto, médico cineasta dos anos 50, nos dá de presente recordações vívidas e cheias de humor. Tomemos parte nessas imagens e dialoguemos com elas através do fio dos guardiões da memória que nos conduzem através daqueles tempos.
Regina Carmela
Reminicências - Estrada de Ferro Therezopolis
Reminiscências - Estrada de Ferro Therezopolis faz parte do desenvolvimento de uma série de pesquisas sobre a memória de Teresópolis. Este documentário toca as lembranças de quem teve o privilégio de subir a serra de cremalheira. Busca a emoção de quem traz o som do apito do trem adormecido em si. Encontra-se com a cultura dos ferroviários, profissão que passou de pais para filhos o amor e respeito pelas ferrovias. O resgate e manutenção da memória é trabalho contínuo e coletivo. Diversos segmentos da sociedade têm de algu modo parte nessa história. Remexer no passado nos provoca. Deixamos nestas reminiscências a poesia de um tempo, o descaso com a desconstrução de uma cultura e, sobretudo nossa contribuição para que o presente se mova em direção ao bem comum.
Matéria SBT
A repercurssão do documentário nos surpreende a cada dia, justificando o amadurecimento do nosso trabalho.
BOTELHO FILMES
Memórias de Teresópolis por um fio
Documentaristas lutam contra a ação do tempo para restaurar filmes históricos sobre a cidade.
Imagine que você gosta de fotografar e filmar a cidade, pessoas ilustres do seu tempo, familiares
e pontos turísticos.
Imagine também que, daqui a muitos anos, essas fotografias e filmes remontarão a história
de Teresópolis para as próximas gerações. Se não estiverem em bom estado, porém, pouco
contribuirão.
Aconteceu com os documentaristas Leo Bittencourt e Regina Carmela. Recentemente
depararam-se com um material sobre Teresópolis de cerca de 100 anos atrás. Entre os alfarrábios,
um tesouro desvanecido pelo tempo longo e cruel. Reminiscências de um filme encomendado à
extinta Botelho Filmes por Lino Oroña, um apaixonado por Teresópolis: imagens da então recém
inaugurada Estrada de Ferro Therezopolis a todo vapor, as propriedades de Gonçalo de Castro
e das famílias Colombo e Granado, a primeira construção do Hotel Higino antes do incêndio
dos anos 30. É a Cidade de Teresa, no seu tom ainda imperial em pleno início do século XX.
Para tentar aproveitar essa preciosidade, tivemos que separar quadro a quadro. O restante será
utilizado como fotografia. A ação do tempo é implacável. Ele é o nosso maior inimigo, mas não
abriremos mão de incluir o material em nosso próximo filme, comentam os documentaristas.
Além disso, pedimos à população que não hesite em nos apresentar fotos e filmes antigos.
Gostaríamos muito de conhecer outras famílias que preservam seus acervos, além das que
já contribuem conosco há anos. Para o nosso trabalho tudo é válido, tudo é indispensável,
completam.
Os trechos aproveitados do filme gentilmente cedido por Lourdes Oroña serão enviados
pelos documentaristas, como de hábito, à Cinemateca Brasileira para restauração.
Leo Bittencourt e Regina Carmela já contam a história de Teresópolis através de documentário
desde 2004. Cidade dos Festivais, Reminiscências dos anos 20 aos anos 50 e
Reminiscências Estrada de Ferro Therezopolis são algumas das obras lançadas e
assistidas por milhares de espectadores.