História da Foto - Bico do Papagaio




Hoje eu quero lhe contar uma pequena história sobre este tradicional ponto turístico da cidade de Itajaí.

Primeiro, quero dizer que tudo aquilo que você deseja fazer mas não estabelece um prazo, pode demorar muito ou até nunca acontecer. Isso tem muito a ver com esta fotografia.

Sempre foi um desejo meu fotografar o Bico do Papagaio, essa formação rochosa situada entre as praias Atalaia e Geremias. O problema é que este tipo de fotografia pode ser feita hoje, amanhã ou no ano que vem sem maiores problemas. Neste caso oito anos se passaram. Isso mesmo!

Demorou este tempo todo por alguns motivos, primeiro que como ela sempre estará lá eu posso ir quando quiser. Em segundo que com o passar do tempo, você vai ficando mais exigente, então eu passava lá e via que tinha uma arvoreta atrapalhando ou o mato estava alto demais atrás da estrutura.

Enfim, sempre tinha algo que me servia de desculpa para não fazer a fotografia que eu queria. Isso parece ilógico, mas acontece mais do que você imagina.

Até que no final do ano de 2019, no dia 26 de novembro para ser mais exato, eu resolvi fotografar a região das praias. Peguei o Pedro, meu filho com 5 anos na época, e saímos com o intuito de fotografar e dar um passeio, mas não estava pensando no Bico do Papagaio para ser sincero.

Passando pelo assunto deste e-mail eu notei que estava tudo limpo, sem turistas, haviam cortado umas arvoretas que atrapalhavam a composição, o céu estava nublado, mas não muito fechado, produzindo uma luz muito boa.

Ali eu tive a certeza de que era o dia. Estacionei o carro e fomos fazer o Bico do Papagaio do meu jeito. Quando você vai fotografar algo que é muito conhecido e já foi fotografo de tudo quanto é jeito, sempre trás um desafio. Mas como eu tive tempo para pensar na composição (oito anos para ser exato), essa não foi uma dificuldade.

Eu queria captar o objeto de uma forma direta, sem mostrar muito o entorno, valorizando sua forma e a textura das rochas. A luz difusa de um dia nublado ajuda muito neste ponto, já que não temos pontos muito iluminados e outros em sombras escuras.


Posicionei o tripé, resolvi baixar um pouco a altura da câmera para aumentar a imponência da formação rochosa e pronto! Lá estava o meu Bico do Papagaio da forma como eu queria. Lógico que eu mostrei para o Pedro, uma segunda opinião é importante, e ele me confirmou que estava boa.

Para finalizar eu tenho que dizer que esta história se parece com com aquelas pessoas que compram móveis, ajeitam a casa toda e continuam com as paredes vazias. Ficam assim por anos, mas sempre falando que vão colocar um quadro bem bonito na parede.


Talvez essas pessoas, assim como eu, estejam aguardando pelo seu Bico do Papagaio. Ele chegou, é hora de uma iniciativa!

Clica no link abaixo para eu te ajudar a encontrar o melhor quadro para seus ambientes.



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